Simone Tebet, Mandetta participam de manifestação contra Bolsonaro em São Paulo

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Foto: Reprodução/Twitter

O Movimento Brasil Livre (MBL) realiza na tarde deste domingo (12), um ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

A manifestação acontece na avenida Paulista, em São Paulo, e conta com diversos nomes da política, como os ex-candidatos à presidência em 2018 Ciro Gomes (PDT) e João Amôedo (Novo), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e a senadora Simone Tebet (MDB).

O ato pede o impeachment do presidente, além de cobrar por mais vacinas contra a Covid-19. 

Durante sua fala, Mandetta relembrou momentos em que viveu como ministro da Saúde, principalmente no início da pandemia da Covid-19 no país.

Segundo o gestor, durante uma conversa com o presidente afirmou que a Covid-19 era uma doença contagiosa, mas que Bolsonaro se negou a acreditar.

“Essa doença é grande, essa doença é contagiosa. Ele olha e diz ‘mas isso só vai morrer quem tem que morrer.’ Ele olha e diz ‘essa doença não pode parar a economia’”, disse Mandetta durante seu discurso. 

“Naquele momento as pessoas iam ser atendidas somente no Sírio Libanês e no Einstein (hospitais particulares de São Paulo) e eu disse ‘e quando chegar no povão, e quando chegar nos mais pobres, como vai ser? Quem é que vai lá?’”, continuou. 

Mandetta anunciou sua saída do Ministério no dia 16 de abril de 2020, após divergências sobre os caminhos para o combate à pandemia da Covid-19 no país.

O ex-ministro pedia que fossem seguidas as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como o isolamento social. Já Bolsonaro pedia a abertura do comércio para evitar descontrole na economia. 

Nesta tarde, Mandetta postou uma foto com a senadora de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet. Ela vem tendo grande na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19. 

Governador de São Paulo, João Doria também esteve no ato na Avenida Paulista

No Twitter, Simone escreveu que hoje foi visto um Brasil mais plural. “O perfume da democracia dissipou o cheiro de autoritarismo que ainda pairava no ar da Av. Paulista”, relatou.

“Hoje vimos um BR plural que aceita conviver na divergência para defender a democracia sob ataque. Amanhã não haverá arrego. Continuaremos empunhando a bandeira da DEMOCRACIA”, finalizou. 
Correio do Estado

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