Servidores do Inep denunciam tentativa de interferência no conteúdo da prova do Enem

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    Principal porta de entrada para universidades federais, o Enem tem 180 questões, 90 por dia de exame. Todas as perguntas fazem parte do Banco Nacional de Itens, sistema no qual há milhares de questões, elaboradas por professores, selecionados por edital.

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    Um servidor alegou que há uma pressão “insuportável” dentro do Inep. “Grande erro é achar que você pode simplesmente pegar uma prova e sair riscando itens que você não gosta do conteúdo deles”, declarou. Outros ex-funcionários do órgão relataram que foram obrigados a refazer a prova duas vezes e classificaram o comportamento do governo como “assédio moral”.

    Falta de segurança

    Servidores explicaram que a prova é feita em um chamado “ambiente seguro”. Recentemente, um policial federal entrou no local.

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    “Eles têm níveis de segurança. Você tem que passar por um daqueles scanners de corpo. Qualquer objeto de metal que estiver com você vai ser detectado. E você não pode entrar com ele. As portas são altamente seguras. A montagem da prova, você faz em um nível de segurança, todo cercado de câmeras. Não tem nenhum ponto cego dentro desse ambiente”, relatou um ex-funcionário em entrevista à TV Globo.

    A entrada do servidor foi em 2 de setembro, quando o Enem estava em fase final de elaboração. “O Inep precisa explicar como essa pessoa foi parar lá dentro, quem autorizou a entrada, o que ele fez, que nível de controle a gente tem das informações que ele acessou lá”, afirma.

    Para outro servidor, a única explicação seria a tentativa de intimidar os funcionários do órgão responsável pelo Enem.

    Tentativa de censura

    Outro ponto denunciado pelos servidores do Inep é a tentativa de censurar questões que faziam parte do exame. Eles relatam que Danilo Dupas, escolhido pelo presidente do Inep para fazer a avaliação, foi até o ambiente seguro e leu a prova montada pela equipe técnica.

    “Fez a leitura das questões que essa equipe técnica havia montado, essa primeira prova do Enem, e solicitou a exclusão de mais de duas dezenas de questões dessa primeira versão da prova”, as questões, segundo o servidor, diziam respeito à temáticas sociopolíticas e socioeconômicas do Brasil. “Eram questões que tratavam principalmente da história recente do país, dos últimos 50 anos. Sob o ponto de vista da equipe técnica, não havia qualquer reparo pedagógico a ser feito na primeira versão da prova.”

    A prova teve que ser refeita e já está na terceira versão. O exame acontecerá nos dias 21 e 28 de novembro.

    Após o presidente Jair Bolsonaro dizer “que agora a prova do ENEM esta coma cara do governo”, muitos se perguntam, como ele sabe disso? Já que o instituto tem como prioridade o sigilo das provas por se tratar de uma instituição do estado e não de governo.

    Já se sabe que o governo Bolsonaro sempre negou o golpe militar de 1964, que não acredita que o Covid-19 tem esse potencial todo para matar pessoas, que o planeta Terra é plano segundo o “guru” de Bolsonaro Olavo de Carvalho, entre outras negações absurdas que vai de encontro a ciência, então o que se teme por muitos no Brasil é que a prova tenha todas essas loucuras por parte da fantasiosa mente dos Bolsonaristas que insistem em mudar a história universal se puder.

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