Redes sociais revelam frustração, revolta e decepção dos apoiadores de Bolsonaro após Carta à Nação

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“Você nos traiu, presidente!!!! Briguei com toda minha família e esposa pra poder ir às ruas em seu favor e assim que sou respondido?! Além de corno é um frouxo!! Estou decepcionado, Sr Presidente!!” Desabafos como esse ocuparam os primeiros lugares entre os principais assuntos das redes sociais, refletindo o sentimento provocado pela Carta à Nação divulgada por Jair Bolsonaro na qual ele acena para a paz entre os poderes, depois de atacar instituições, ministros do Supremo Tribunal Federal, a Constituição e a democracia. “Arregou”, “decepção”, “covardia”, “traição” foram alguns dos termos utilizados por seguidores do “Mito” depois da nota oficial. No texto, o presidente recua até mesmo em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na Avenida Paulista, no 7 de Setembro, ele prometeu que não cumpriria mais decisões do magistrado, a quem chegou a chamar de “canalha”.

Alienado

Até mesmo pesos pesados do bolsonarismo manifestaram decepção explícita. É o caso do pastor Silas Malafaia. “Continuo (fiel a Bolsonaro), mas não alienado! Bolsonaro pode colocar a nota que quiser, Alexandre de Moraes continua a ser um ditador da toga que rasgou a constituição e prendeu gente inocente. Minhas convicções são inegociáveis!”, postou. “EXATAMENTE”, respondeu Allan dos Santos, do canal Terça Livre, investigado no STF por disseminar fake news.

O jornalista Rodrigo Constantino ironizou a informação de que o ex-presidente Michel Temer teria ajudado na redação da nota pacífica de Bolsonaro, ou de que teria sido o autor do texto integralmente. “#VoltaTemer. Essa é a hashtag. Vamos logo pro original em vez do genérico…”, escreveu. Em outra postagem, Constantino declarou: “o sistema declarou guerra ao povo. O presidente sucumbiu ao sistema”.

Ao responder um post do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em que o deputado esclarece que não afirmou que o STF toma decisões inconstitucionais e “jamais o faria”, Constantino questiona: “Arregou também?”

Rede Brasil Atual

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