ONU diz que metade das gestações no mundo são indesejadas

Pobreza, desigualdades sociais e violência sexual seriam principais causas

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Foto: AFP

Cerca de metade das gestações registradas a cada ano são não intencionais, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) divulgou nesta quarta-feira (30) seu Estudo de População Mundial 2022. Estima-se que 121 milhões de gestações indesejadas ocorram globalmente a cada ano, uma média de 331.000 por dia, e 60% delas terminam em aborto espontâneo.

A agência da ONU acredita que a gravidez não planejada na adolescência está ligada a desigualdades mais amplas que afetam principalmente as mulheres nos segmentos mais desfavorecidos da sociedade.

As principais causas de gravidez indesejada são a falta de acesso à educação sexual e reprodutiva, falta de métodos contraceptivos e aspectos diretamente relacionados à violência sexual e pobreza.

A pandemia piorou as coisas. No primeiro ano da emergência de saúde global, o Fundo de População das Nações Unidas estimou que 1,4 milhão de gestações indesejadas foram causadas pela interrupção da distribuição gratuita de medicamentos e outros métodos contraceptivos.

No Brasil, 20% das mães têm menos de 20 anos. Destes, 40% abandonaram a escola para abraçar suas mães.

Ainda segundo estimativas das Nações Unidas, cerca de 257 milhões de pessoas em todo o mundo não querem engravidar, mas não têm acesso a contraceptivos. Um gritante 25% disse que não podia negar ter feito sexo.

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