O mundo se prepara para uma falta de alimentos

Milho e a soja devem ser os grãos mais impactados pela crise no Brasil

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Foto: Reprodução

Com os altos preços dos fertilizantes, agricultores em todo o mundo começam a reduzir o uso do insumo por área plantada, consequências do conflito Ucrânia-Rússia que alertam sobre riscos de escassez de alimentos, segundo especialistas do setor agrícola.

Sanções ocidentais contra a Rússia, grande exportadora de potássio, amônia, ureia e outros nutrientes do solo, interromperam os embarques desses importantes insumos para todo o mundo. O fertilizante é fundamental para manter os rendimentos elevados de milho, soja, arroz e trigo. Os produtores estão buscando se ajustar.

O Brasil, potência agrícola, alguns agricultores estão aplicando menos fertilizantes em seu milho, e alguns parlamentares estão pressionando para abrir terras indígenas protegidas para a mineração de potássio.

No Zimbábue e no Quênia, os pequenos agricultores estão voltando a usar estrume para nutrir suas plantações. No Canadá, um agricultor de canola já estocou fertilizantes para a temporada de 2023, antecipando preços ainda mais altos à frente.

Agricultores em outros lugares estão fazendo movimentos semelhantes. Todos expressaram preocupação com o custo e a disponibilidade de fertilizantes.

Somente nos Estados Unidos, as contas de fertilizantes devem saltar 12% este ano, após um aumento de 17% em 2021, de acordo com dados da Federação Americana de Agricultura e do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

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