Menina de 8 anos que não foi devolvida à mãe depois das férias com o pai é encontrada pela PRF em MS

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Criança foi vista pela última vez com a avó e com a bisavó em um hotel em Ourinhos (SP). Foto: Reprodução

Segundo informações, Air Praeiro, avô paterno de Isadora, foi abordado por um oficial de Justiça na estrada, neste domingo (7), enquanto viajava para Cuiabá (MT) junto com a garota. Ele tem 48 horas para devolver a menina.

A menina de 8 anos Isadora Praeiro Pedroso Ardevino, que não foi devolvida à mãe depois das férias de julho com o pai, foi encontrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estrada de Mato Grosso do Sul, após mais de 100 dias desaparecida.

Segundo informações, Air Praeiro, avô paterno de Isadora, foi abordado por um oficial de Justiça na estrada, nesse domingo (7), enquanto viajava para Cuiabá (MT) junto com a criança. Ele recebeu uma intimação judicial em mãos e seguiu viagem com Isadora.

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A intimação é para que a menina seja devolvida à mãe em até 48 horas. Na última sexta-feira (5), uma decisão que determinou a guarda unilateral para a mãe, Marina Pedroso, foi proferida pela desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

Marina está há mais de 100 dias sem ver a filha. De acordo com a desembargadora, o pai se mostra alheio e ignora todas as decisões, ao relutar em entregar a criança mesmo havendo a determinação de busca e apreensão.

“Além de constar a infante no Cadastro de Desaparecidos, se verifica que o genitor é um perigo para o desenvolvimento da criança diante das atitudes tomadas até agora, e não se sabe quais outras pode tomar para atingir seus interesses egoísticos”, diz em um trecho.

Segundo informações, Air e Isadora foram escoltados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) até a divisa de Mato Grosso do Sul, com Mato Grosso. A partir daí, a PRF passou a responsabilidade para Mato Grosso.

“Como ele tem 48 horas para entregar, estamos deduzindo que ele irá usar esse tempo para tentar algum outro recurso, um outro meio para não devolver a menina”, diz a defesa de Marina.

Uma audiência acontecerá nesta segunda-feira (8) às 13h no Juizado do Infância. Air tem até esta terça-feira (9) para entregar Isadora à mãe, já que o processo segue as regras do Código de Processo Civil, que conta as 48 horas em dias úteis.

A desembargadora determinou multa de R$ 50 mil em caso de desobediência.

Guarda provisória do avô

O advogado João Vitor Almeida Praeiro Alves que é pai da menina e a enfermeira Marina Pedroso Ardevino dividiam a guarda da menina desde 2017, sendo que a casa da mãe era a referência de lar.

A Justiça suspendeu a guarda compartilhada aos pais da menina Isadora Praeiro Pedroso Ardevino e determinou guarda provisória ao avô paterno no último dia 19.

De acordo com a decisão, o avô paterno da menina possui condição afetiva, psicológica e material para cuidar da neta e que por isso, a guarda provisória foi dada a ele.

“Tal medida poderá ser revista posteriormente, ampliando-se o direito de visitas após análise do caso, através do laudo psicossocial”, diz o magistrado.

No despacho, o juiz enfatiza que já determinou à mãe que não mais divulgasse o caso nas redes sociais e que ela teria descumprido a decisão.

Além disso, os pais podem visitar Isadora somente aos finais de semana, acompanhados de um conselheiro tutelar. As visitas serão em finais de semana distintos, de modo que o pai e a mãe não se encontrem.

Paradeiro de Isadora

O paradeiro da menina estava, até então, ocultado pelo pai. Dois mandados de busca e apreensão já haviam sido expedidos pela Justiça de Mato Grosso.

A advogada da mãe, Ana Lúcia Ricarte, comentou que não é a primeira vez que o pai não devolve a menor. Segundo ela, a mãe entrou com a primeira busca e apreensão para contra o pai da criança para reaver a menor no ano passado.

Conta que na segunda vez que ele não devolveu a criança foi feito um acordo para mudar Isadora de escola.

O ex-marido chegou a mover um processo contra Marina e em dois episódios anteriores, a mãe da menina precisou se valer de pedidos judiciais para que a criança fosse devolvida.

A família de Isadora realizou um protesto no mês passado, em frente ao Fórum de Cuiabá pedindo agilidade da Justiça e do Ministério Público na busca pela menina.
G1

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