Luta pela preservação da cultura do samba do Nordeste pelas mestras em suas comunidades

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Foto: Karen Lima

Além de gerações de tradições milenares, os Coconut Masters também são líderes que trabalham dentro e fora das apresentações em sua busca para impedir que a tradição dos círculos de coco morra em suas comunidades.

Aurinha do Coco, professora pernambucana, morreu em janeiro, aos 63 anos, provocando um debate sobre o patrimônio cultural popular e os esforços do grupo para manter vivas as tradições de sua comunidade.

No quilombo do Ipiranga, Conde, no litoral sul da Paraíba, o coco de roda foi passado de geração em geração. Ana Rodrigues, filha de Mestra Lenita e neta de Mestre Zé Pequeno, testemunhou que na demanda por terras quilombolas, havia uma resistência do povo, que iniciou o coco de roda na comunidade.

Ela relembra que o coco é uma das memórias da sua infância. “Minha mãe era mestra e eu era contramestra, ela cantava e eu ajudava ela a cantar. E aí estava toda minha família envolvida, porque meu padrasto tocava, meu irmão tocava, juntamos aqueles outros amigos… Minha tia dançava, então era uma coisa bem familiar, mas tinha outras famílias também”, recorda.

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