Juiz que ordenou prisão do ex-ministro da educação Milton Ribeiro recebe ameaças

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O responsável por ordenar a prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, o juiz Renato Coelho Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, recebeu “centenas” de ameaças desde a deflagração da Operação “Acesso Pago”, segundo informa a assessoria de imprensa da Justiça Federal do DF nesta quinta-feira.

Ainda conforme o tribunal, o magistrado já acionou a Polícia Federal para investigar quem são os autores das mensagens violentas.

Borelli decretou os mandados de prisão e busca e apreensão expedidos na operação, que apura a suspeita de crimes de corrupção e tráfico de influência praticados durante a gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação. A investigação teve início no Supremo Tribunal Federal, mas foi enviada à primeira instância depois que Milton deixou o comando da pasta.

Além do ex-ministro da Educação, também foram presos os pastores lobistas Arilton Moura e Gilmar Santos, o ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do MEC Luciano Musse, e o ex-assessor da Secretaria de Planejamento Urbano da prefeitura de Goiânia Helder Bartolomeu.

Decisões anteriores

Em seu histórico de decisões no tribunal, o juiz federal já assinou despachos contra políticos de diferentes partidos e ideologias.

Durante a pandemia, ele determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) usasse máscara nos espaços públicos do Distrito Federal, mas a decisão acabou sendo derrubada depois pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O magistrando também já mandou bloquear os bens do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos); determinou que o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no mensalão, ressarcisse os cofres públicos em R$ 11 milhões; e ordenou o ex-deputado Rocha Loures (MDB-PR) a devolver salários recebidos.
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