Especialistas analisam futuro do futebol brasileiro

0
66
visualizações
Modelo empresarial pode ser o caminho de vários clubes brasileiros. Foto: Fernando Torres/CBF

O final de ano está chegando e os clubes brasileiros já começam a traçar o planejamento para a próxima temporada. Levando em consideração as boas práticas, os gestores das equipes brasileiras devem contratar e dispensar jogadores, sem esquecer da saúde financeira. Segundo Cesar Grafietti, economista especialista em gestão e finanças, o ano de 2022 deve ser visto como uma oportunidade após dois anos conturbados por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“2022 tende a ser um ano normal após dois anos de imensas dificuldades. Depois do susto de 2020 e da reorganização de 2021, em 2022 os clubes precisarão se controlar ainda mais para poderem se aproveitar do potencial aumento de receitas com o retorno pleno de público nos estádios. Isto significa, inclusive, repensar os programas de sócios-torcedores, de forma a torná-los mais eficientes, interessantes e rentáveis”, declarou o executivo.

Na mesma linha, o diretor-executivo de futebol do Avaí, Felipe Ximenes, que acumula passagens por Atlético-MG, Coritiba, Flamengo, Fluminense e Santos, diz que a prioridade deve ser o aprimoramento da gestão profissional no que ele chama de “poderosa indústria do entretenimento”.

:: Amazon Cosmeticos - Até 25% off em Beleza ::

“O desafio dos clubes continua sendo o mesmo: entender o futebol de maneira profissional. Alguns estão mais avançados neste aspecto, outros não. Compreender que o futebol pertence a uma poderosa indústria do entretenimento e que não há espaço para amadorismo na gestão, tampouco fortes interferências políticas e estatutárias”, afirmou.

Mas nem sempre o equilíbrio das contas é garantia de sucesso dentro das quatro linhas. Este é o caso do Grêmio, que vive risco alto de rebaixamento no Campeonato Brasileiro mesmo gozando de equilíbrio financeiro. Entretanto, outros fatores influenciam no desempenho dos clubes em uma temporada.

“Sempre que falamos de gestão é preciso entender que ela é a soma entre o financeiro e o esportivo. Não basta um financeiro equilibrado se o esportivo tem falhas. E o Grêmio falhou muito nos últimos anos ao dar carta branca e atender a todas as demandas do Renato [ex-técnico da equipe, agora no Flamengo]. O clube formou elenco desequilibrado, montado por um treinador que já estava desgastado. Foi substituído por um veterano [Felipão], que tem modelos de jogo e esportivo distantes do que o futebol atual pede, e seguiu errando com a manutenção de uma estrutura esportiva com problemas. Serve de alerta para quem não entende esta combinação entre financeiro e esportivo”, analisou Grafietti.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui