Escolas são orientadas através de cartilha a evitar o consumo de produtos industrializados

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Foto: CEE Fiocruz

Caminhos possíveis para que escolas atuem na proteção de crianças contra a influência da indústria de alimentos são tema de uma cartilha online e gratuita, já disponibilizada na internet. A iniciativa da ACT Promoção em Saúde é um manual de como as instituições podem identificar e combater as práticas que atendem aos interesses do setor de ultraprocessados. 

A nutricionista consultora da ACT, Kelly Alves alerta que as 47 milhões de jovens e crianças que frequentam o ambiente escolar hoje representam um grande potencial público para esses produtos.

“Essas indústrias usam diferentes táticas para divulgar seus produtos e marcas dentro das escolas, o que acaba influenciando os hábitos dos estudantes, da equipe de profissionais da escola e das famílias desses estudantes”, explica ela.

Alves se refere à estratégias que entram no ambiente escolar disfarçadas de ações sociais ou educativas, mas que na verdade são mecanismos de marketing. Gincanas, eventos, concursos, campeonatos, palestras, passeios e até oferta de material pedagógico estão nessa lista. 

A cartilha traz exemplos de campanhas com essas características para que instituições, educadores e educadoras possam identificar abordagens semelhantes. Kelly Alves ressalta o peso que o ambiente escolar exerce nos costumes alimentares de estudantes.

“Em tempos normais, os estudantes passam 200 dias letivos na escola, realizam pelo menos uma a duas refeições na escola. Se a criança e o jovem tiverem seu direito à educação básica garantido, significa que ele vai passar quase 18 anos frequentando o ambiente escolar. É um ambiente que realmente forma os nossos hábitos.”
*Com informações Brasil de Fato

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