Epidemia de gripe H3N2 no estado do Paraná

Até o momento, foram detectados 832 casos da gripe no estado, com 12 mortes; número real pode ser 20 vezes maior

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Beto Preto também confirmou o primeiro caso da variante ômicron no estado. Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Nesta quarta (12), o secretário de saúde do Paraná, Beto Preto, declarou que o estado vive uma epidemia de gripe causada pelo vírus H3N2. Até o momento, foram detectados 832 casos confirmados da gripe no estado, com 12 mortes.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) acredita, no entanto, que o número real seja cerca de 20 ou 30 vezes maior, uma vez que o número registrado representa apenas os testes feitos na Rede Sentinela (que possui 34 pontos em todo o estado). “É importante frisar que temos muito mais casos”, afirmou o secretário, em entrevista coletiva.

Beto Preto afirmou há diagnósticos confirmados em comunidades fora da Rede Sentinela, o que demonstra a transmissão comunitária do vírus.

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Diante desse cenário, o governo pretende reforçar a imunização contra a Influenza. Segundo a Sesa, o Paraná tem, atualmente, 616 mil doses da vacina contra a Influenza disponíveis nas unidades de saúde.

Variante ômicron confirmada no estado

Na coletiva de imprensa, Beto Preto também confirmou o primeiro caso da variante ômicron, da covid-19, no Paraná. Segundo a Secretaria de Saúde, já existe transmissão comunitária da variante estado.

Os dados podem ser constatados pela evolução de casos em janeiro. Somente nos primeiros onze dias, foram identificados 40.164 infectados. Como comparativo, em dezembro, o total foi de 9.165.

“É importante frisar que os quadros têm sido leves, mas temos paranaenses que não tomaram nenhuma dose da vacina e ainda não retornaram para a dose de reforço”, disse o secretário Beto Preto. “Se não houver a vacinação, que está disponível nas unidades de saúde, casos mais graves vão acontecer”, pontuou.

Até o momento, não há previsão de novas medidas restritivas para conter o avanço dos casos, mas Beto Preto fez um apelo à população para que adote os cuidados preventivos, a fim de evitar a transmissão desenfreada.

“Todas as medidas estão no nosso radar, mas nesse momento qualquer tipo de aglomeração fora do comum deve ser evitada. Precisamos retomar os cuidados, caso contrário vamos ver nossos hospitais apresentarem grande lotação nos próximos dias”, complementou.
Brasil de Fato

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