Empresas de sorvetes no Ceará aumentaram a contratação de funcionários em 2021

Empresas do segmento tiveram crescimento de mais de 30% neste ano

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A Frutbiss precisou se reinventar para manter o faturamento, mas sem demitir os funcionários. Foto: Thiago Gadelha

A pandemia da Covid-19 afetou diretamente todos os setores produtivos neste ano. No entanto, o segmento de sorvetes e gelatos do Ceará teve resultado positivo em 2021. É o que aponta o Sindicato das Indústrias de Sorvetes e Gelatos do Ceará (Sindsorvete).

Segundo a presidente da entidade, Mirian Pereira, o setor teve incremento de 5% no número de empregos diretos e indiretos neste ano, número influenciado pelos novos negócios no interior do Ceará. 

Além disso, em todo o País, o setor emprega cerca de 300 mil pessoas, entre diretos e indiretos. O faturamento nacional da indústria alcançou R$ 13 bilhões neste ano, e o Nordeste teve o segundo maior consumo regional de gelatos (19%), atrás apenas da Região Sudeste.

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“Por incrível que pareça tivemos crescimento em plena pandemia. Percebemos que o brasileiro consumiu mais sorvete. Mas, desta vez, de forma diferente”. 
MIRIAN PEREIRA
Presidente do Sindsorvete

Essa ‘diferença’ citada por Pereira se refere ao fato de que as empresas precisaram se reinventar quanto a forma de vender e entregar os produtos. Agora, a preferência dos cearenses são os potes maiores, com 1 litro ou mais. 

“O impacto ocorreu mais nas pequenas sorveterias que não conseguiram entregar os produtos, já que os clientes passaram a optar pelos potes maiores para consumo familiar. As marcas também tiveram que focar em abastecer os supermercados”, conta. 

Para 2022, o clima é de otimismo para o crescimento das empresas que se readaptaram com a pandemia.

Crescimento de mais de 30%

A Pardal Sorvetes registrou um crescimento de 34,7% no faturamento em 2021, comparado a 2020. O diretor-geral da empresa, Flávio Oliveira, destaca que o resultado é fruto do fortalecimento da marca.

“Fortalecemos a marca no interior. Passamos por uma reestruturação e nos reinventamos cada vez mais, oferecendo ao público diversas opções, experiências e novidades que seguem aquecendo nossas vendas”, afirma. 

A partir de 2022, a empresa visa investir na presença da marca não só no Ceará, mas expandir os negócios para outros estados do Brasil.

Preocupação em manter os empregos

“2020 foi um ano de aprendizado e 2021 foi o ano do desafio de achar soluções, achar saídas”, é o que declara Gutenberg Costa, diretor presidente da Frutbiss.  

O diretor ainda afirma que a empresa precisou se reinventar para manter o faturamento, mas sem demitir os funcionários. 

“Tivemos que descobrir novos canais de vendas para manter o faturamento, que foi mantido e teve certo crescimento. Mas, também tivemos que cuidar da saúde dos funcionários. Conseguimos fazer tudo isso sem demitir. Conseguimos passar por isso sem precisar desempregar”, conta Gutenberg. 

Para 2022, o clima do setor de sorvetes cearense é de otimismo e investimento
Foto: Thiago Gadelha

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2021, a Frutbiss se mantém otimista com a chegada de 2022. “Apostamos em um crescimento acima do que tivemos em 2021 para que possamos recuperar as perdas em termo de resultado”, afirma Gutenberg. 

Reinvenção com a pandemia 

A Supremo Açaí decidiu investir em variedade de sabores mesmo com a continuidade da pandemia. O cardápio abriu lugar para os gelatos que, agora, contam com oito novos sabores. 

“Nós ficamos preocupados com os impactos da pandemia, mas a empresa se reinventou lançando a linha de gelatos. Apostamos nisso, já que trabalhávamos mais com açaí e cremes”, declara Rômulo Matos, diretor de marketing da empresa cearense.

Rômulo também destaca que em 2020 a empresa teve um forte crescimento e atribuiu o resultado aos novos microempreendedores que investiram no setor. 

“Devido ao retorno do mercado, crescemos muito no ano da pandemia. As pessoas investiram mais em comércios próprios. Já em 2021, tivemos um crescimento de 25%“, relata.

Para 2022, a empresa pretende investir mais na linha de gelatos e aumentar o número de pontos de distribuição. “Esperamos crescer mais, chegar no interior do Ceará ou até mesmo fora do estado”, afirma Rômulo. 

Novos investimentos

A Frosty, por sua vez, encarou o desafio da precificação dos produtos, já que a inflação impactou a matéria-prima necessária para a produção dos sorvetes.

“Em 2020, as vendas cresceram muito em volume. Agora, tivemos um crescimento de 25%, mas o preço também aumentou. Afinal, a energia, a gasolina, o açúcar, os insumos cresceram muito”, relata o diretor-executivo da Frosty, Edgard Filipe.

A empresa ainda focou em novos investimentos e na abertura de 15 novas lojas, tanto no Ceará quanto em outros estados, o que resultou no acréscimo de mais de 100 funcionários. 

Além disso, a Frosty também decidiu investir na compra dos insumos principais, como as embalagens, ainda em 2020. A decisão evitou que a empresa comprasse os materiais com preço elevado. 

“Ano passado, tivemos a estratégia de comprar insumos mesmo com as incertezas. Observamos os outros países de fora e percebemos como as coisas estavam ficando mais caras. Então, compramos enquanto não estavam querendo investir por medo de ficar com material estocado”, conta.

As embalagens para armazenamento dos sorvetes foi um dos itens que teve o preço elevado devido a inflação em 2021
Foto: Thiago Gadelha

O ano de 2022 deve continuar com o foco na abertura de novas lojas para a Frosty, inclusive em outros estados como Maranhão e Piauí. Os lançamentos também fazem parte dos planos da empresa que deve investir na fabricação de polpas de frutas. 
Diário do Nordeste

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