Dono da Precisa viaja para o exterior e CPI da COVID poderá pedir sua prisão

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Senador Randolfe Rodrigues, Foto: Agência Senado

Francisco Maximiano viajou para a Índia no último domingo; defesa do empresário pediu ao STF permissão para faltar ao depoimento.

O vice-presidente da CPI da Pandemia no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que a comissão poderá pedir a prisão de Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, empresa que negociava a venda da vacina contra a covid-19 Covaxin para o Ministério da Saúde. Randolfe afirmou que, caso Maximiano não compareça ao depoimento marcado para a próxima quarta-feira (4), estará cometendo um crime.

O dono da Precisa viajou para a Índia no último domingo (25) para se reunir com a Bharat Biotech, fabricante da Covaxin. A defesa de Maximiano pediu ao Supremo Tribunal Federal na quarta (28) permissão para que ele possa faltar ao depoimento e que ele não seja levado à força (condução coercitiva).

Randolfe disse que a CPI soube da viagem de Maximiano à Índia e mandou recado: “Volte e compareça à CPI de imediato no dia em que seu depoimento está marcado. Evadir-se do país quando tem uma investigação em curso é crime e nós não titubearemos em pedir a sua prisão preventiva”, cravou o vice-presidente, em vídeo divulgado na noite de quarta (28).

Após duas semanas de recesso das oitivas, a CPI volta a receber depoentes na próxima terça (3), com o reverendo Amilton Gomes de Paula, da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah). Randolfe classificou o órgão como uma “entidade meio esquisita que intermediou venda de vacinas para o governo sem que as vacinas existissem”.

Na quarta (4), Francisco Maximiano é esperado. Na quinta (5), Túlio Silveira, outro representante da Precisa, também deve depor. A CPI já ouviu outra funcionária da empresa, a farmacêutica clínica Emanuela Medrades.
Jornal de Brasília

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