Documentos que provam crimes da ditadura militar estão ameaçados de sumir

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Foto: Agência Brasil

A guarda de documentos históricos principalmente que trata do golpe militar de 1964 está ameaçada segundo servidores públicos da Biblioteca Nacional, Museu Histórico Nacional e a Casa Rui barbosa, entre outros, mas é no Arquivo Nacional onde possui muitos documentos desse período e onde está o problema mais grave.
Servidores Públicos que trabalham nessas instituições denunciam a eliminação sem base qualquer para o ato de documentos financeiros que nem sequer foram encaminhados para prestação de contas no Tribunal de Contas da União, além de provas documentais de crimes cometidos na ditadura de 1964 a 1985 que deveriam estar anexados a processos analisados pela Comissão Nacional da Verdade.
Duas servidoras públicas foram exoneradas em 2021 por iniciar denúncias para se tornar público alguns problemas internos. As demissões foram decididas pelo novo diretor-geral, Ricardo Borba D’Água, ex-subsecretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que foi agraciado com título de “Coaborar Emérito do Exército”, ele possui porte de arma por ser atirador esportivo, além de ter amizade com a família Bolsonaro.
Desde de dezembro já dava sinais que o governo pretendia acelerar o desmonte do Arquivo Nacional, após os afastamentos da servidoras Dilma Cabral, supervisora do projeto Memória da Administração Pública Brasileira e de Cláudia Lacombe, supervisora de Gestão de Documentos Digitais e Não Digitais. As exonerações aconteceram nove dias após as duas acompanhadas por mais três servidores, todos locados ou devolvidos aos seus órgãos de origem, terem alertado Borba D’Água sobre suas preocupações com a falta das funções da instituição.
Junto à exoneração dos servidores veio a primeira tentativa explícita de interferência nos trabalhos da CNV (Comissão Nacional da Verdade). Em uma decisão que só chegou ao conhecimento do Arquivo Nacional depois de transitada em julgado, a 6ª Vara do Tribunal Regional Federal de Pernambuco que determinou a remoção de seis páginas do relatório final da Comissão da Verdade.
A decisão, tomada pelo juiz Hélio Ourem Campos, proibiu qualquer menção ao ex-coronel da Polícia Militar pernambucana Olinto Ferraz, que durante anos comandou a Casa de Detenção de Detenção do Recife, conhecida como “Casa da Tortura”, e apontado no relatório como um dos responsáveis pelo assassinato de Amaro Luiz de Carvalho, militante do Partido Comunista Revolucionário (PCR).

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