Bolsonaro presta homenagem ao maior símbolo socialista da Rússia, o túmulo do soldado desconhecido

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    Foto: Maxim Shemetov/AFP

    O presidente do Brasil acompanhou militares russos, que carregavam uma coroa de flores com o desenho da bandeira brasileira, em uma homenagem a soldados e combatentes que prestaram serviços fora de sua terra natal.

    A solenidade contou com uma marcha da Guarda de Honra russa e um minuto de silêncio em homenagens a soldados mortos em operações militares. A cerimônia faz parte do protocolo de visitas de chefes de Estado.

    Após depositar a coroa de flores no suporte em frente ao túmulo, o Hino Nacional brasileiro foi executado. No final do evento, as autoridades se posicionaram para uma foto. Estavam presentes os ministros Carlos Alberto França (Relações Exteriores), general Walter Braga Netto (Defesa), general Luiz Eduardo Ramos (Secretária-Geral da Presidência da República) e general Augusto Heleno (Ministro do Gabinete de Segurança Institucional).

    A Rússia apoia os regimes da China, Venezuela e Cuba, que na visão do atual presidente do Brasil foi demonizada por suas falas durante anos abertamente na imprensa brasileira. Em sua visita oficial à Rússia Bolsonaro usou máscara, fez 5 testes de Covid-19, ficou isolado no hotel e cumpriu todas as exigências sanitárias impostas pelo país.

    Na conversa com o presidente da Federação Russa, Bolsonaro disse que os dois países podem crescer com os acordos bilaterais de comércio.

    Fazer todo esse protocolo e reverências que são importantes para o Russos, ao Exército Vermelho da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mesmo que seja natural no país a qualquer chefe de estado, não seria algo demais para Bolsonaro?

    Alguns analistas dizem que o governo brasileiro tenta reanimar as políticas internacionais que foram deixadas de lado ou simplesmente ignoradas durante 3 anos, mas garantem que é tarde demais para essa recuperação do atual governo.

    A visita de Bolsonaro já estava agendada muito antes, pois o Brasil faz parte do BRICS que é o agrupamento formado por cinco grandes países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul para fazer comércio entre eles. Esses países fizeram acordos comerciais no passado e por isso é natural os chefes de estado desses países se encontrarem.

    Bolsonaro foi orientado pelos seus assessores em não tocar no assunto da Ucrânia, mas se Putin falasse algo sobre a possível invasão ao país vizinho que ele falasse do assunto de forma superficial. Muitos analistas acreditam que foi um erro de Bolsonaro não adiar essa visita, em função da tensão da região e possível guerra envolvendo a OTAN e EUA contra a Rússia, após a confirmação da viagem de Bolsonaro para Rússia, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden se mostrou descontente e já sinalizou um certo “gelo” com a diplomacia brasileira.

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