Bolsonaro não usará a nova funcionalidade do WhatsApp

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Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (27) o presidente Bolsonaro e o Ministro das Comunicações Fábio Faria estiveram com representantes do WhatsApp para discutir sobre uma nova ferramenta anunciada pela empresa que teria a possibilidade de criar megagrupos na plataforma.

O interesse do presidente pela funcionalidade do aplicativo é óbvio, fazer política em véspera de eleição, usar seu pessoal mais próximo que utiliza os meios da internet para divulgar, não se sabe o que, pois Bolsonaro está na presidência quase três anos e meio e não tem muita coisa positiva em dizer, no balanço geral é mais negativo do que positivo, mas enfim, na sua percepção a funcionalidade seria útil no processo para sua reeleição.

Na última eleição Bolsonaro e seus aliados utilizaram da internet para mentir e criar as histórias mais bizarras, como a cartilha de sexo para crianças nas escolas, a famosa mamadeira de “piroca” entre várias mentiras sobre seus adversários que foram esclarecidas como Fake News logo após a eleição.

Bolsonaro chegou a dize que o TSE havia pedido ao WhatsApp para atrasar o lançamento da funcionalidade no Brasil, fala que foi desmentida pela empresa hoje.

“É importante ressaltar que a decisão sobre a data de lançamento deste recurso no Brasil foi tomada exclusivamente pela empresa, tendo em vista a confiabilidade do funcionamento do recurso e sua estratégia de negócios de longo prazo. Essa decisão não foi tomada a pedido nem por acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, disse o representante da empresa na reunião no Palácio do Planalto.

Uma reportagem da Reuters mostrou que o Ministério Público Federal em São Paulo solicitou ao WhatsApp discutir a possibilidade de adiar o lançamento da funcionalidade no Brasil para 2023.

O pedido do MPF-SP feito a empresa tem como prevenir a disseminação de notícias falsas como ocorreu nas eleições em 2018 no Brasil e o recente caso vivido nos Estados Unidos, que resultou na grave invasão ao Capitólio, resultado da circulação de desinformação com o objetivo único de atrapalhar a normalidade do processo eleitoral.

Essa nova função do WhatsApp permite que mensagens possam ser encaminhadas de uma só vez para 10 grupos com até 256 participantes, ao ser replicada poderia alcançar uma escala exponencial.

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