A manifestação de 7 de Setembro e seus objetivos

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Foto: Folha de São Paulo

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram as ruas nesta terça-feira 7 de setembro, para “exigir” o fechamento do STF, implantar o voto impresso e a intervenção militar com Bolsonaro no poder, muitos bolsonaristas que eu conversei dias antes nem sabiam quais eram as reivindicações daquela reunião, mas tudo bem, normal sendo eles, o problema que hoje é dia 8 de setembro e ainda muita gente nem sabe qual era o objetivo de aglomerar tanta gente em Brasília, Rio de janeiro e São Paulo, isso mesmo, a palavra certa é essa, aglomerar, pois aglomerando se dá a impressão que foi um mega encontro, estratégia da equipe de Bolsonaro orientada por nada mais nada menos que ele… Steve Bannon, isso mesmo, pra quem não sabe de quem se trata é um americano que foi contratado por Donald Trump para criar estratégias tipo essas que o Bolsonaro usa aqui no Brasil e tudo indica que ele também ajuda o pessoal por aqui quando planejam fazer esse tipo de aglomeração para apoiar o presidente do Brasil.

Eduardo Bolsonaro e Steve Bannon

O discurso de Bolsonaro abalou as estruturas do mundo politico, até seus aliados estão de cabelo em pé, Gilberto Kassb deu entrevista ontem dizendo que Bolsonaro se colocou numa “sinuca de bico” pois prometeu tanta coisa aos seus seguidores e agora? vai cumprir as promessas que fez antes e no dia da manifestação? caso ele não cumpra as promessas ele perde força entre seus aliados, se cumprir as promessas vai sofrer com o processo de impeachment, complicado.

Partidos do centrão já estão conversando sobre possível pressão no presidente da Câmara Arthur Lira para dar inicio ao processo de impeachment do presidente após as falas de natureza golpista e de ataques a constituição.

Em seu discurso Bolsonaro disse que “só sai do poder morto” eu até brinquei com isso dizendo nas redes sociais dizendo que não era uma má ideia (risos), estamos falando da vontade presidencial, eu não tenho nada a ver com essas ideias malucas de resolver tudo a ferro e fogo.

Mas o que acontece agora? são muitas perguntas que ainda não tem repostas, pois o STF está lindo e formoso como sempre, não foi invadido, não foi quebrado, não aconteceu nada ao contrário a caneta do Ministro Alexandre de Moraes está mais “afiada” do que nunca, os caminhoneiros não fecharam as estradas como prometido, os comandos militares já haviam se pronunciado contrários a qualquer tipo de intervenção militar no país, antes mesmo da manifestação de 7 de setembro e o voto impresso todo mundo já sabe que não tem chance nenhuma de acontecer, esse papo já está encerrado, então fica a pergunta, o que acontece daqui para frente?

Bolsonaro também disse em seu discurso em São Paulo que “não serei preso”, como ele tem tanta certeza disso pois até ele sabe que passou dos limites muitas vezes afrontando as leis que ele prometeu cumprir e respeitar quando colocou a faixa de presidente. Muito difícil ele escapar de um tribunal daqui uns anos ou até quem sabe alguns meses, tudo vai depender de suas atitudes daqui pra frente.

Os manifestantes antidemocráticos que apoiam as ideias do presidente são de pessoas com características bem nítidas, geralmente ou em sua maioria são brancos, da classe média ou classe média alta, ricos, pobres “puxa saco” de ricos também são muitos e o mais curioso nessa turma toda é a grande quantidade de pessoas da terceira idade, é evidente que milhares destes personagens tem em suas famílias pessoas ligadas as forças de segurança como forças armadas, polícias civil e militar entre outros órgãos ligados ao departamento de segurança do Brasil.

Empresários também engordam a aglomeração, já que eles foram extremamente beneficiados com a política que o governo defende do fim dos direitos trabalhistas, uma reclamação de empresários e profissionais liberais que empregam pessoas e dizem que a carga previdenciária é muito pesada para eles e defendem um salário “mixuruca” que já está bom demais para pobre, pra que pobre quer dinheiro né mesmo? palavras do Ministro Paulo Guedes, essa é a visão dos descendentes de escravagistas que estão por aí hoje.

Pois bem, mas sinceramente, fiquei preocupado com tantas pessoas idosas nas caravanas indo para Brasília, Rio e São Paulo assistir o fechamento do STF, já que esse tipo de cidadão já não tem o vigor de jovem, mas enfrentaram o sol quente com doses duplas de insulina com certeza para aguentar o tranco, ignoraram aquela dor na hérnia de disco que incomoda e ficaram firmes para assistir o presidente dizer tanta bobagem que só o prejudicou sua situação mais ainda, mas essa turma da terceira idade merece meu respeito, mesmo apoiando coisa que eu jamais daria força eles estavam lá exercendo o direito de se manisfestar, pena que foi mais um tiro no pé, coisa de Bolsonaro.

Apoiadores de Bolsonaro no Rio de Janeiro “exigindo” o fechamento do STF

Marco Murilo

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